[Os postasmas] #1 – A Inauguração
Dentro do segmento “estou crente que meu blog é hype pra caralho e que as pessoas o acompanham regularmente”, acabo de ter esta magnânima idéia de uma sessão fixa para este indigno espaço. A sessão se chama Os Postasmas, como você já deve ter imaginado. O nome surgiu daquela idéia pré-concebida de que trocadilhos porcos misturando palavras e abusando do neologismo é uma forma decente de nomear coisas – mas na verdade, sabemos que são palavras tosquíssimas criadas em 10 segundos para soarem cool. Mas ok, a publicidade tá aí martelando coisas deste naipe todos os dias desde sempre e tem gente que acha foda.
A sessão d’Os Postasmas serve pra eu postar um resumo de todos os posts que eu pensei e não escrevi. Sim, durante as semanas, no meu dia-a-dia etc., surgem diversas coisas pra falar. Mas eu as adio, por estar em momento inoportuno para escrever/digitar algo – não, eu não quero um netbook e nem um smartphone, obrigado. Ou então as adio por pura preguiça mesmo. Paro no meio do caminho, às vezes. O motivo não importa.
Os postamas vêm aí (sic) para eu sentir que as horas em que eu fiquei pensando sobre um assunto não foram em vão. E porque é uma forma vagabunda, mas honesta, de atualizar isso aqui.
É óbvio que se você lê esta coisa, sabe da minha obsessão por tops e a esta altura do campeonato já sabe que eu organizarei os postasmas em um top 5.
.
.
Eu ia discorrer sobre a banda de mesmo nome. É que seguinte: eu sempre soube da existência (er, quem não sabe?) deles, mas nunca dei a mínima bola. Um dia, como um belo babaquinha, conheci a música Toxicity no Guitar Hero. E me encantei com as primeiras coisas que baixei, do álbum de mesmo nome. Então baixei o Mesmerize, e depois o debut homônimo, e então o Hypnotize e agora comprei o Steal This Album!. O que eu tenho pra falar, de forma resumida, é que ainda estou viciado e achando tudo muito genial, divertido e bom de ouvir. Talvez, TALVEZ, um dia, eu faça uma resenha álbum a álbum da banda, porque eles merecem. Você deveria baixar músicas como Aerials, Suggestions, Sugar, DDevil, Cigaro, Vicinity of Obscenity e She’s Like Heroin antes de morrer – o que sabemos que tá pra acontecer porque eu acho que ninguém mais tem dúvidas do apocalipse de 2012 PRINCIPALMENTE AGORA QUE EU TENHO BANDA LARGA E ISSO É UM MILAGRE DE PROPORÇÔES ASTRONÔMICAS visto as grandes tragédias que tem acontecido no mundo atualmente. ![]()
No mais: MY COCK IS MUCH BIGGER THAN YOURS.
.
.
#4 – Os Sete Filmes de Janeiro.
Foi um post que eu quase terminei e ia ficar enorme, mas desisti porque enfim. Falava que eu vi sete filmes em janeiro e ia comentá-los na falta do que mais e – TCHARAM – eu os organizava em formato de Top. Os filmes estavam nesta ordem:
#7 – Caçador de Assassinos (Manhunter, 1986)
#6 – Sherlock Holmes (Sherlock Holmes, 2009)
#5 – Inimigos Públicos (Public Enemies, 2009)
#4 – Superbad – É Hoje (Superbad, 2007)
#3 – Deixa ela entrar (nome sueco que não procurarei agora, 2008)
#2 – Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine, 2006)
#1 – A Onda (Die Welle, 2008)
#0 – Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds, 2009)
A diferença é que eu não vou explicar porque os organizei assim apenas pelo prazer de impor minha opinião como soberana porque não terminei de escrever as justificativas. Justifico, também, que os postasmas estão organizados do que menos me parecia interessante para aquele que mais me parecia interessante.
#0 é porque eu vi o filme de novo em Janeiro (e vi de novo em fevereiro), mas tinha visto antes. E porque ele chuta as bundas de todos os outros – no link, a minha opinião a respeito do filme perfeitamente traduzida por outrem, me poupando o maçante trampo de escrever sobre algo que eujá falei pra milhões de pessoas.
Na verdade, vocês merecem a descrição de PERICULOSIDADE do filme na posição #7.
O nome em português, completamente aleatório e que te causa aquela nítida sensação de “acho que já vi no DOMINGO MAIOR” esconde, por trás da tosquice aparente… um filme igualmente aleatório e tosco. Explico.
Esse filme é, na verdade, o primeiro registro cinematográfico de Dr. Hannibal fucking hopkins lecter. Mas, neste filme, ele não é o Anthony Hopkins, ou seja, COMO LIDAR com Hannibal sem Hopkins. Mas seria preconceito meu dizer o que filme é ruim por isso.
O filme não é ruiiim e tal, mas se quiser vê-lo, aluga o Dragão Vermelho e seja feliz. O Enredo é exatamente o mesmo, baseado no livro que inspirou toda a saga hannibal. O problema desse manhunter é que ele perde um tempo precioso sendo algo muito parecido com C.S.I., bla bla impressões digitais bla bla bla psicologia forense bla bla bla, essas coisas que são interessantes apenas na segunda-feira à noite e quando seu senso de realidade resolve desligar por completo. O filme NÃO TEM tensão, as cenas com o hannibal lecktor (sim, nessa versão é lecktor, com CK e O) não passam nenhum impacto, enfim, é um filme de investigação bem comum. Adicionado daquele lindo visual anos 80, cabelos armados, bigodinhos, calças justas e muita, muita música estranha com teclados surgidos de saturno. Aliás, a trilha do filme é uma “atração” a parte, bem como o final, em que tudo acontece levando a um completo nada. Pelo menos a cena que toca in-a-gadda-da-vida (uma música, que eu conheço na versão cover do Slayer) é boa. Tirando o fato de que quando começou a tocar eu passei vergonha dizendo “EI, ISO NAUM EH BLACK SABATH GALERE?”, num momento de completa esquizofrenia e alzheimerismo.
Outra coisa que me incomodou muito é que o filme é o completo oposto da forçação de hoje em dia, mas não menos pior: o filme FORÇA pra NÃO mostrar sangue e cenas violentas. Tem hora que a cena é completamente inserida no contexto, mas lá vai uma câmera olhando pro lado contrário. Parece bem aquelas filmes que colocam uma PLANTA ou qualquer elemento aleatório da cena bem na frente do pau do ator na cena de pseudonudez. Tipo, é um filme de suspense, um assassino cruel, não precisa movimentar mundos e fundos só pra não mostrar um sanguinho. O engraçado é que no meio de tudo isso aparece da forma MAIS DESNCESSÁRIA POSSÍVEL a única cena “violenta”, feita pro filme parecer impactante por alguns segundos.
Pra não dizer que falei só mal, a personagem da ceguinha continuou boa, mas ficou em casa a profundidade dramática que a relação do hannibal com ela deveria ter.
E o Brian Cox como hannibal não é ruim, mas é sacanagem concorrer com Anthony Hopkins. No resto das atuações [o detetive e o assassino] a diferença é mais gritante.
Sim, é gigante assim mesmo. Imagina esse amadorismo brutal de pseudocrítico de cinema multiplicado por 7. Mas pelo menos eu não apelo no TCC.
.
.
#3 – Secreções, Excreções e Desatinos.
Eu ia comentar sobre cada um dos 14 contos do livro com o mesmo nome do Post, do Rubem Fonseca. Um livro simples, fácil de ler, divertido, ágil, ácido e inteligente. E nojento, algumas vezes, mas dizer que não gostou ou fazer qualquer ressalva sobre um livro APENAS porque o cara chupa um pouquinho de pus é muita frescura.
O livro trata, em cada um os seus 14 contos, histórias não tão comuns sobre pessoas comuns – todas estas histórias estão relacionadas a cada uma das secreções e fluídos corporais humanos mais conhecidos. Do tipo que tem pus, merda e sangue, mas não vai ter BILE ou suco gástrico porque não estamos estudando fisiologia.
Em alguns desses contos, a tal secreção é o próprio protagonista da história, o mote central, como no caso da Saliva. Em alguns, é só um acessório. Aqueles em que a coisa é mais fundamental pro conto são melhores.
O livro tá menos de 20 conto na americanas – isso não é um anúncio – se eu fosse você, comprava, só pra poder ler o Copromancia (sim, o conto que fala de merda), passando pelo melhor de todos, “O Corcunda e a Vênus de Botticelli” (o conto relacionado à saliva) e terminando no simples e contundente A Vida – que fala de peidos. Sim, a vida resumida em peidos. Genial.
.
#2 – Muito de um pouco, um pouco de muito.
Era um post meio que reflexivo sobre o que era mais importante – não só na vida profissional, mas em toda a vida: centralizar em algumas pessoas e em algumas áreas de conhecimento ou saber um pouco de tudo, vivenciar diversas coisas, mas sem se aprofundar nelas. Na época, eu tinha uma série de argumentos e pensamentos etc, mas hoje eu esqueci tudo. De qualquer forma, acho uma discussão interessante e tendo a puxar minha sardinha mais pro lado do “um pouco de muito”, até porque, é meio parte de mim isso: nunca amei nem odiei nenhuma das matérias de ensino médio, nem as da faculdade. Tudo tem coisa legal de saber. E eu lembro que ia falar que a profissionalização de qualquer atividade fode com tudo.
..
#1 – Dar 10 reais pra uma pessoa qualquer na rua.
Esse é o nome de um dos meus objetivos da lista 101/1001. Ia ser um post relativamente mais sério do que o usual. O objetivo em si é auto-explicativo, e eu ia narrar como ele se deu e tentar passar pro post as cosias que eu pensei na hora em que fiz isso. Foi num dia bem atribulado. Eu vi um pedinte na rua, daqueles que enchem o saco tomando conta de carro. Fiquei horas pensando se daria ou não, ele poderia pensar mal, ou sei lá… eles não estão acostumados a ganhar 10 reais do nada, sem nem pedir. Quer dizer, NEM EU estou acostumado. Mas passei na frente dele e ele me fez o favor de pedir… então eu o dei os 10 reais e disse “toma aí, amigo”. Olhando pra todos os lados, como se estivesse cometendo um crime. Ele olhou com uma cara de O RLY? fantástica e nem disse nada. Fiquei ali por perto, estava esperando uma pessoa.
Passou muita coisa na minha cabeça – como, por exemplo, o fato de que eu sentia que alguém precisava saber daquilo, do meu ato de nobreza. Eu queria ser recompensado, queria que o cara viesse agradecer. Me senti um lixo por pensar assim.
Eu tinha muita coisa bem mais complexa (sic) pra dizer, mas isso não é o post em si, e sim, o resumo do que ele seria.
Enfim, os 10 reais devem ter virado um pó do bom.
…
O post é isso, acabou. Eu andava me sentindo tão cheio de assuntos e agora me sinto meio esvaziado mas – HÁ – não fiz a besteira de matar 2 idéias de post que tenho. As que considero melhores, por sinal.
Gostar disso:
This entry was posted on 03/03/2010 at 6:15 PM and is filed under Postasmas. You can subscribe via RSS 2.0 feed to this post's comments.
Tags: cinema, filosofia barata, livros, música, Metal, tarantino, tops
You can comment below, or link to this permanent URL from your own site.
04/03/2011 às 12:05 PM
[...] Postasma? É uma palavra tosca, eu sei, mas ela tem um significado. Entenda aqui. [...]
21/10/2010 às 3:14 PM
[...] [Não sabe o que é Postasma? Clique aqui.] [...]
05/03/2010 às 7:22 AM
fiz um blog tb.. dah um bizu [ps. here is tania] qdo quiser… acho q com a mesma intenção q a sua, exceto torná-lo popular, hype e badalado rs
04/03/2010 às 1:09 AM
O fato é que: muitas vezes temos idéias EXCELENTES que dariam um post perfeito, mas não temos o pc na mão ou a oportunidade de passar pro papel, e qdo vamos fazer isso jah se foi a inspiração-more. Sobre o livro do Rubem Fonseca, bem..eu leria, mas não fiquei com vontade rs. Primeiro que eu não sou muito fan de contos… acho muito pequeno, pouca história, etc. Segundo que esse tipo de narrativo – pelo q vc disse – me interessa pois contribui para aguçar a nossa criticidade, mas EU prefiro coisa mais complexa, ou bem baixa, tipo geração beat – é aquele tipo de coisa q vc le porque vc gosta de ler e não quer ocupar sua cabeça pensando demais.
sobre esse negocio do muito de pouco e etc q ja confundiu minha cabeça, te entendo perfeitamente. depois q eu comecei a usar meu cerebro tb passei a pensar assim… eu nao detesto nada, e isso é uma merda pq é a mesma coisa q por sua cabeça numa trincheira, pq vc quer hastear uma bandeira mas é tão difícil, pois se fixar em uma idéia quase sempre significa negligenciar outra, e isso não é aceito quando temos bom senso pra saber q as outras não merecem ser negligenciadas. é foda seguir um equilibrio, em tudo na vida. igual comer …. ou a gente come MTO, ouuuu só besteira [nao necessariamente mto] ou entao vira natureba…. ou somos céticos ou religiosos, ou de matematica ou de portugues, ou gordo ou magro, e etc. e é isso que nos faz infelizes, esse ato de se estabelecer em UM, e nao em harmonia entre tudo… acho que nisso consiste a sabedoria do ser humano, se colocar no meio das coisas.
belo post.