[Os postasmas] #3 – Daquilo que não me dá tesão

[Não sabe o que é Postasma? Clique aqui.]
Como eu gosto de escrever esta “sessão” (perceba o quão safado estou sendo ao colocar esta palavra entre aspas – não significa apenas que isso aqui não é exatamente uma sessão, mas também usei como uma boa ressalva para o caso de ter escrito errado a palavra, já que, neste contexto, eu não tenho certeza se é com C ou com S. E agora tô aqui assumindo pra vocês). Ela é leve, ela não me obriga a pensar e dá vazão a toda a minha eterna preguiça e terrível problema com continuidades.

maconha Outras coisas também são leves e dão vazão a sua preguiça.
MAS ALGUMAS  TE CAUSAM CÂNCER.

O engraçado sobre este postasma em si é que ele se diferencia dos outros num aspecto bastante relevante: em quase todos os outros, eu escrevi sobre posts que basicamente só tinham um título. Entretanto, os postasmas desta vez são sobre posts que surgiram inteiros na minha cabeça e que estão já escritos em boa parte. Que surgiram de uma necessidade momentânea de expressar sobre algo. Entretanto, eu cansei de escrevê-los em algum momento, com uma promessa interna de retomá-los em outro dia. Não retomei e não vou retomar. Não sinto mais necessidade de expressar aquelas coisas daquela forma, me justificando e argumentando num debate com o nada.

Pra que serve este blog? Cara, é pra me dar prazer. Tenho tesão em me manifestar. É o que eu preciso e o que eu quero. Não faz sentido eu continuar escrevendo textos para postá-los apenas por obrigação. Isso tiraria deles todo o tesão e, como tudo que não tem tesão, ia ficar uma merda. Vou continuar fluindo isso aqui como sempre fluiu, com plena consciência de que alguma coisa em mim me impede de ser como os blogs que eu leio e admiro, por serem úteis, por serem atuais, por serem interessantes. Isso aqui cheira a preguiça (claro, é a proposta do blog, perceba os tons em laranja e azul profundo tentando transparecer uma imagem de lentidão e estagnação, enquanto os traços simples e o cabeçalho cinzento tentam passar uma imagem de descuido com a imagem e NÃÃÃÃÃÃÃÃÃO). E talvez haja quem goste disso. Ou não.
Uma coisa raríssima que acontece aqui é que sinto que meus posts antigos eram melhores. Geralmente eu tenho vergonha de coisas escritas no passado, mas acho os posts antigos daqui divertidos. Mas paro de divagar porque isto não está me dando tesão em escrever.

Conselho do dia: não faça as coisas sem estar com Tesão. Isso pode envolver o sentido literal também.
Mas, vamos lá. Temos 5 postasmas para hoje.

lost Uma Obrigação Pessoal

Era um post sobre Lost. Foi, em boa parte, já escrito e o que já estava escrito estava ENORME, mas ENORME num ponto em que este blog nunca chegou perto. Umas referências do tipo SOBRENOME, Nome e nós teríamos um trabalho científico, mas sem a pedância dos mesmos (na verdade tinha um outro tipo de pedantismo). Outro problema sobre ele é que ele contrariava a propostinha whatever do blog de nunca falar de assuntos muito comentados. Basicamente eu explanava de forma bem completa, devidamente evidenciada e justificada a minha opinião sobre a série, que, claro, pode ser sintetizada com algumas linhas: Inconstante, emocionante, mal-planejada, inovadora, divertida, feita nas coxas, extremamente subestimada por muita gente e extremamente superestimada por muito mais gente. Minha necessidade de falar sobre o assunto se tornou tão grande que eu escrevi 3 horas sobre o assunto. Mas, graças ao belzebu, a vontade passou.
Então… vamos quotar algumas partes do meu texto que não será terminado e nem postado. E acredite, esses quotes não somam nem 5% do tamanho do texto.

Está sendo postado apenas porque quero colar o link quando alguém me perguntar a respeito do assunto – e nem pra isso vai servir, já que este texto ficará GIGANTESCO.

Sim, NINGUÉM ia ler. Eu não leria.

Lost é uma das poucas coisas no mundo sobre as quais eu me sinto completamente capaz e preparado para opinar. Eu acompanhei durante 5 anos, eu li a respeito, eu vivi isso.

Sério, QUE TIPO DE MERDA DE PESSOA EU SOU?

2 – Justificativa

SIM, o post era dividido em CAPÍTULOS. Porra, tosqueira mandou abraços, beijos e lambida na cabeça da minha pica, né.

Lost finalizou sua jornada neste 23 de Maio e, com o perdão do trocadilho detestável e clichê, honrou, em sua última temporada, o nome: perdido.

Sim, Lucas, agora vai lá escrever resenhas toscas pra Folha Online. Parece coisa de lá essa frase.

A motivação para abordar este tópico é a minha profunda indignação (não achei palavra melhor) com quase todas as opiniões que li por aí a respeito da série.

Eu ainda tô levemente indignado, mas hoje já tô achando a fome na África levemente mais relevante.

Não há ordem prática nisso: não importa quantos amem e quantos odeiem, o cu dos produtores tá cheio de dinheiro agora e todo mundo que assistiu foi recompensado por uma ocupação, algo pra fazer, diversão.

CARVALHO, Lucas. Sobre VERDADES UNIVERSAIS. 2010. Ed.1. Editora whatever.

Não foram algumas, foram MUITAS as pessoas que eu vi dizendo que Lost foi a melhor coisa que já viram na vida. Não dá. Isso é injusto e passional demais pra que eu aceite. Me dá uma sensação terrível (e real) de que qualidade e dedicação não são valores prezados pelas pessoas. Da mesma forma, me indigno pelas pessoas que, ao meu ver, não foram capazes de compreender tudo que lost teve de fantástico, de impressionante, de bem feito e, principalmente, de comovente. Isso é tão injusto e racional demais pra que eu aceite.

Mereço porrada por tanta frescura? Disserte.

Toda série nada mais é do que acompanhar a vida de personagens. Nenhuma série dramática ou até mesmo cômica é nada além disso. Portanto, bater na tecla de que Lost, no final, era uma série sobre seus personagens, é uma grande redundância.

Esse argumento era bom mesmo.

A sexta temporada, além de nos obrigar a engolir uma parte do enredo de última hora (Jacob x Homem de Preto), tornou aqueles personagens meros figurantes correndo desesperadamente pra todos os lados da ilha sem nunca saber o que fazer. Mais do que isso, a quantidade de diálogos desta temporada foi nula e, os que existiram, foram plásticos, carregados de nada e sempre embalados pela entediante, chata e previsível coisa que se tornou a trilha da série.

Esse também.

Perceba o quão este texto foi chato e cansativo ao explicar cada detalhe dos sentimentos do autor com relação a sua opinião e visão das coisas, ignorando completamente o fato de que algumas coisas são porque são e que explicá-las só as torna mais confusas.

Viu, como se faz… (se você não tem cultura, clique aqui)

Ah, achei mó bonitinho o LOST no final do episódio. Que ao invés de um barulho seco como o de sempre, terminou com um soar baixo e suave do teclado.

Achei mermo.

E eu NÃO posso deixar de falar que a trilha sonora é uma das coisas mais SUPERESTIMADAS DE TODO O PLANETA. É brega que dói.

retweet Monsters: O Dia do Elogio – Parte 2

Era um breve conto cuja parte 1 já foi postada aqui. Algo escrito em 10 minutos e que não tenho a mínima vontade de terminar já que a parte 1 ficou uma merda. Ok, uma semi-merda. É que esses dias eu tava pensando que, um dia, poderia surgir uma mania de twitter que consistiria em mandar elogios aleatórios pras pessoas, com alguma hashtag tosca do tipo #DiaDoElogio. É o tipo de coisa que usuários do twitter amam. E, uma vez, eu lembro de ter pensado o quanto é fácil fazer um conto, é só “roteirizar” uma hipótese que você criou. Algumas das coisas que eu escrevo surgem assim.
Então, dae que eu queria colocar no conto que o #DiaDoElogio, que teria surgido como uma iniciativa de alguma pessoa miguxa, zen e que ama os animais, acabaria se tornando uma disputa mortal por quem teria mais elogios, mais status, mais whatevers em geral, fodendo com a coisa toda.
Além do que, tinha ali no texto uma “crítica social” (oi, lucas, trabalhando para folha online) a alguns tipinhos de internet. Mas a idéia é tosca e não merece ser continuada. Até mereceria, de uma outra forma. De qualquer maneira, já dei o spoiler e já contei o final, então, er, não tem mais porque continuar.
Mas nesse texto aí tem um personagem que sempre surge na minha cabeça e que talvez ainda renda algo interessante. Embora o texto o desenvolva super mal, o tal açougueiro ainda vai fazer parte de algo decente que eu escreva (coisa que não acontece há anos).

Sem título Mary and Max e a Realidade, mais uma

Uma palavra sobre este filme: OUUUUUNNNNNNNNNNNN. Sério que Mary and Max (animação levemente underground de 2009) é um dos filmes mais bonitos e fofos e quaisquer adjetivos miguxos que você conheça que eu já vi na vida. Entretanto, é um filme pesado, tenso e extremamente realista. Feliz e triste, na mesma medida.
Fica a recomendação. No texto em que eu ia falar sobre o filme, pretendia fazer paralelos com Six Feet Under, série que eu recentemente comentei aqui: de como a realidade sempre aparece em filmes onde há algum fator relacionado a loucura ou insanidade. E de como isso incomoda muita gente. E de como eu me incomodo com pessoas que acham ambas as coisas (mary and max e six feet under) coisas “exóticas” sobre “pessoas diferentes”. Diferente é meu pau ser torto pra esquerda, essas pessoas, eu e você somos exatamente o que essas histórias sobre pessoas “aparentemente estranhas” contam. Conceito que a saudosíssima série brasileira, Os Normais, já trazia.
A não ser que você seja um personagem de… sei lá.

PS: Meu desprezo pra quem não chora neste filme. Ainda mais se for porque é “macho demais”. Isso aí é vontade reprimida de deixar o padeiro esquecer a massa no forno que eu sei.
PSS: Mary and Max é um dos meus filmes favoritos porque é um daqueles petardos do cinema que te fazem pensar, refletir e o escambau, como um filme cult. Mas te divertem pra caramba também.
PSSS: Isso de P seguido de S’s é uma referência ao filme.

SDC15008 Eu não sou nada. E talvez eu goste disso.

Era só um post existencialista chato, mas necessário. Tem muito a ver com a minha forma de enxergar as coisas. Resumindo com quotes:

eu não me sinto parte de nenhum grupo. Não há absolutamente em que eu me sinta integral nem parcial (mas em maioria), e nem há nada em que eu me sinta um ponto de referência. E talvez eu goste disso. E talvez não. Explico.

Neste caso, eu não vou explicar.

Era mais sobre como eu prezo o equilíbrio, o senso de justiça e a visão multilateral das situações. O post também ia contar um causo pessoal engraçado (engraçado apenas por causa daquela coisa de “um dia vamos rir de tudo isso) sobre eu tendo que socializar com uma ARTISTA SURTADA QUE FALAVA SOBRE EROS E BACO ENQUANTO ACENDIA UM INCENSO NA PIZZARIA E PEDIA PIZZA DE ESCAROLA. E depois ela ainda sugeriu um divertido e edificante jogo onde todos tinham que lembrar de grandes guerreiros da humanidade. E por pouco não falei SHAO KAHN, porque não lembrava do nome “Gengis” de jeito nenhum.
O post ia relacionar tudo isso, no final. Mas o engraçado é que, esses dias, conversando com um amigo (na verdade, uma dessas pessoas interessantes que a gente acha por aí e que gostaria de se tornar amigo mesmo, mas isso é difícil demais), ele me disse que a minha visão de enxergar as coisas de forma multilateral e buscando um senso de justiça e integração entre posições opostas é simplesmente pertencer ao grupo de pessoas que são assim, que por sinal é o antônimo do grupo das pessoas que participam de grupos e compartilham visões mais unilaterais das coisas.
É claro que se a gente começa a questionar tudo sempre relativizando e colocando “um nível acima” (não sei explicar esse termo, mas é como quando a gente começa a fazer uma pergunta sobre a outra, coisas como…

Criança esperta e pedante: – Quem criou o mundo?
Pai confuso: – Deus
CEeP: – Quem criou Deus?
PC: – …

(fecha o parênteses) a gente começa a pirar e a invalidar qualquer argumento sobre qualquer coisa. Mas só o fato de ele me deixar sem resposta por alguns minutos já valeu.

PS: Eu ia comentar isso no parênteses, mas ia ficar TÃO CONFUSO esse meu, erm, estilo linguístico, que vou comentar aqui. Sobre isso de uma pergunta gerar outra, Lost deu uma justificativa muito bacana no episódio Across the Sea, em um quotezinho legal da “Mother”. Não lembro do quote, mas de qualquer forma, se você viu lost, sabe de qual eu estou falando.
PSS: Só porque PSS me lembra RSS (reader) que me lembra como essa sigla é engraçada porque lembra o RS de (risos) e o uso de rsrsrsrs é uma coisa que mereceria um post a parte. Talvez, uma monografia.

SDC15055 Despretensões

Ia falar sobre fazer coisas sem a pretensão de agradar ninguém, o que raramente acontece na minha vida. E raramente acontece na sua também, embora as pessoas amem o discurso de EU SOU EU MESMO NADA VAI ME MUDAR QUEM QUISER QUE GOSTE. Que pode vir neste formato capslockiano acompanhado de uma letra do CPM 22 logo acima ou num formato elegante, justificado com quotes magníficos sobre filosofia.
TUDO MENTIRA.
Enfim, eu ia falar de como ando gostando (perco horas mesmo) de fotografar coisas. Mesmo sabendo que 90% do que eu fotografo não diz nada. E que nem a qualidade técnica das minhas fotos é boa, pra compensar isso. Até porque a minha câmera é uma dessas compactas comerciais toscas. E a gente descobre MESMO que elas são toscas quando vai tirar foto à noite ou quer pegar a iluminação natural de alguma coisa. Tudo no modo MANUAL galera, porque sou um homem analógico AHAM, então vai ali escrever esse post no punho e divulgá-lo através de cópias no mimiógrafo, mermão.
Ia postar aqui mesmo algumas que me agradaram, mas segue AQUI o link de um álbunzinho safado no meu orkut dedicado a isso. Caso queira saber, minha preferida é a da Santa. Justamente porque ela passou o que eu queria: eu nunca vi uma Nossa Senhora nesta imagem, SEMPRE vi uma moça suicida. E esse meu ângulo me passa exatamente isso. Espero que passe pros outros.
Enfim, um hobby saudável que espero não perder o tesão daqui a alguns dias. O que provavelmente VAI acontecer.
PS: Você sabe o que é um mimiógrafo?

.

Fiz esse post com tesão. Tanto que nem fui almoçar ainda por causa dele.
Tem coisa melhor?

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3 Comentários em “[Os postasmas] #3 – Daquilo que não me dá tesão”


  1. [...] essa mania dos PS’s veio da outra animação foda que eu vi este ano. Mary and Max, já comentado neste post. Explore posts in the same categories: [...]

  2. isaac Diz:

    Eu acho que eu também não leria o post sobre Lost, haha.

    O conto faria sentido, eu acho. Não entendi direito aquela primeira parte, mas, com o desfecho, talvez saísse algo bacana. Mas foda-se :P P


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