[Os postasmas] #5 – Galactica, Ambrose, Attack, Zuckerberg

Postasma? É uma palavra tosca, eu sei, mas ela tem um significado. Entenda aqui.

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Eu não sei o que pode desestimular uma pessoa completamente a escrever. Mas eu estou bem desestimulado.
Talvez um sentimento ainda não nominado que mistura a inércia, a procrastinação, o tédio e um sutil emburrecimento por parte deste que vos fala.
É sério, frequentemente eu sinto que estou emburrecendo. Ou me tornando uma pessoa tão crítica & auto-crítica que tudo soa muito ridículo, desinteressante e/ou patético. E isso é muito grave. E isso me lembra Claire Fisher (um quote dela diz algo parecido como tudo e todo mundo a cansar e entediar, e que ela está de saco cheio com isso, porque ser tão escroto assim é uma merda), que me lembra Lauren Ambrose.


#Lauren Ambrose Que me lembra que ela é uma atriz fantástica (que fez um dos melhores papéis de adolescente já vistos), que ela é absolutamente muito bonita, que ela é ruiva natural e que, infelizmente, ela não é uma atriz conhecida. E que, além de tudo isso, ela ainda pode cantar. E MUITO BEM.


E, por isso, eu quero dividir isso aqui com os bróder.

E isso, e isso. Ela é bonita, ela é foda, ela canta, ela canta jazz e ela faz cover do lcd soundsystem, o que significa que eu estou apaixonado por ela.
Com0 se eu não fosse apaixonado por qualquer personagem ou ator de Six Feet Under. É sério, eu já terminei de ver essa série há mais de 6 meses e é uma das coisas sobre as quais eu sempre quero ler mais, rever uma cena, falar a respeito.
É divertido como algumas coisas ficcionais podem tocar a gente de maneira quase sobrenatural.
Obvio que isso tem a ver com um elenco assombroso, o realismo absurdo e o roteiro fodido. E com todo o puxassaquismo que eu já fiz neste post.
E Six Feet Under me lembra séries, que me lembra a série que eu tô vendo agora, Battlestar Galactica.

#Battlestar Galactica Eu sou um cara muito, muito chato para séries. Porque a maioria é tosca mesmo.
Dado o meu supracitado grau de envolvimento com Six Feet Under, venho a algum tempo buscando algo que me entretesse e me fizesse pensar no mesmo nível. Não que eu seja uma dessas pessoas que acha que algo tem que fazer pensar pra valer a pena. Sou extremamente partidário do entretenimento pelo entretenimento – pode se empanturrar de BBB que eu ainda vou te achar uma pessoa bacana, ao menos que você torne isso um dos motes da sua vida e o único assunto possível no twitter por 3 meses. Afinal, eu posso passar 5 ou 6 hopras jogando pokemon, às vezes. Mas é que se eu vou ver uma série com 400 mil temporadas e 600 milhões de horas, eu prefiro escolher algo que vá um pouco além da mesma investigação criminal com final surpresa em todos os capítulos e/ou probleminhas médicos com soluções inesperadas propostas por médico-ídolo de pessoas que se acham muito sarcásticas.
Daí fui por uma opção mais segura, Battlestar Galactica, porque recebi umas 3 indicações de pessoas confiáveis. Sabe como é, existem pessoas confiáveis para indicações e existem as que não são. E daí que valeu a pena, porque a série é muito boa.
Olha, eu nunca fui fã de sci-fi, não sei porras de star wars e, enfim, eu nunca fui um nerd de carteirinha e temáticas do estereótipo nerd (tolkien, rpg, vikings, coisas medievais, espaçonaves e fantasia) nunca foram minhas preferidas. Mas explico o que é encantador em battlestar galactica: não é uma série sobre o espaço, é uma série sobre pessoas, sobre sociedade, sobre política, sobre militares e sobre relacionamentos inserida num contexto intergalático. Contexto muito bem feito, por sinal, bem fantasioso mas com um pé no plausível. Além disso, a série constrói vagarosamente (VAGAROSAMENTE, VIU, LOST) uma série de bons mistérios e uma mitologia própria. Ou seja, eu tenho a impressão de que eu estou vendo uma narrativa de mistérios decente, que é o que lost deveria ter sido se não tivesse se afogado em tanta enrolação depois de um certo tempo.
Ainda não me envolveu como Six Feet Under. Nem acho que vá envolver. Mas tá funcionando como um ótimo entretenimento, com boas reflexões, bons momentos de drama e humor (sério, aquele babaca do Baltar alucinando na frente de geral é muito bom) e bons personagens. E eu me emociono com os momentos em que o velho adama (o chefão da nave) demonstra sentimentos. É. Só Deus pode me julgar por isso.

E, além de tudo, temos CYLON WATTS (L) como uma alucinação/fantasma/robô/cover da naomi watts/cover da milla jovovich sendo a personagem mais safada da história das 12 colônias

Embora o final não seja exatamente o que eu esperava por dar uma de Lost e justificar tudo com base no místico, o balanço final da série ainda ficou muito positivo pra mim.

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E daí que tudo que está escrito acima (menos a parte do final da série) foi escrito há dois meses atrás e eu não lembro mais o que eu queria falar sobre Massive Attack (considerando que eu sou paga-pau da banda, provavelmente eu ia ficar aqui pagando pau mesmo) e sobre o filme do Mark Zuckerberg. Era algo sobre ser uma pessoa com capacidade de realização, mas eu ando me achando o cara com a menor capacidade de realização de todo o planeta, então não vamos tocar nesse assunto delicado.

Talvez eu fosse falar algo sobre não conseguir mais escrever nada, mas isso não tem só a ver com eu estar menos fértil do que solo no deserto, tem a ver também com a supracitada incapacidade de realização, procrastinação patológica e vagabundagem nata, além de péssima auto-estima criativa/intelectual, o que no final das contas parece bem engraçado, mas é bem, bem triste.
Também me lembro de querer fazer um post sobre a minha viagem de férias em algum momento da minha vida, sobre o quão divertido pode ser conhecer coisas novas e sair um pouco da zona de conforto, mas as férias já acabaram e por ALGUM MOTIVO MISTERIOSO o mundo não me parece mais tão bonito após o fim delas.

Fiquem aí com a Anneke porque nunca é demais espalhar vídeos de uma cantora que se emociona enquanto canta. Indiquem este vídeo para qualquer pessoa que tenha um coração dentro da caixa torácica AND SPREAD THE LOVE THROUGH THE WORLD, bróders.

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Um Comentário em “[Os postasmas] #5 – Galactica, Ambrose, Attack, Zuckerberg”

  1. Gabriel Augusto Diz:

    Eu também terminei Six Feet Under há alguns poucos meses, mas já perdi as esperanças de encontrar outra série do mesmo enorme nível. Até Dexter perdeu um pouco da graça pra mim depois do último episódio de Six Feet Under.


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